
A avaliação de professores foi tema longo da nossa sociedade. Até dizem que foi esta "guerra" que custou a maioria absoluta ao PS. Tenho ouvido muitos debates e lido crónicas e ideias sobre este tema.
Pessoalmente, estranho tanta ignorância e estupidez que tenho ouvido, visto e lido a este respeito. Na passada segunda-feira, ouvi na rádio club um comentador, de nome Camilo Lourenço que é economista ou coisa parecida, a opinar sobre esta situação e, sinceramente, fiquei triste por meterem pessoas em órgãos de comunicação social a falar sobre o que não conhecem. Outro conhecido é, o oportunista mediático, Miguel Sousa Tavares na TVI que fala sobre o que não conhece.
Vamos ao conteúdo, toda a gente tem que ser avaliada no seu desempenho. No entanto, neste caso há que saber que o maior problema é o laxismo promovido por várias leis e estatutos que se prestam a criar na escola pública uma completa utopia social acreditando que se aprende sem esforço e que o problema são os professores. Não sendo inverdade que há professores pouco profisionais em que muitos deles foram absorvidos para a profissão numa explosão da escola de massas pós 25 de Abril.
As soluções, na minha perspectiva, passam por:
1º - Reduzir custos promovendo economias de escala. Não entendo como é que há varias escolas numa área física, até havendo duas escolas na mesma rua em algumas localidades. Bastava uma escola com todas as condições num raio de 30Km e uma rede transportes capaz. Não passa por fechar escolas isoladas em que os alunos estão a fazer 100km por dia por maus caminhos.
Haveira uma boa biblioteca, refeitório, computadores, oferta escolar ... com muito menos custos. Mas o mais fácil é dizer que os custos estão nos ordenados das pessoas e há pessoas a acreditar!;
2º- Criar um livro de ponto para os Encarregados de Educação assinarem , sempre que fossem à escola reunir com os professores dos seus filhos. Se acontecesse insucesso dos seus educandos, os encarregados de educação que não iam à escola deveriam ser alvo de um sistema de penalização;
3º - Os Encarregados de Educação cujos alunos tenham determinado número de faltas não jutificadas medicamente, pagariam uma multa de valor elevado para que a instituição fosse mais respeitada na sua actividade;
4º- Deveriam ser criados curriculos de diferentes níveis em que os alunos frequentariam de acordo com as suas competências e interesses. Assim, terminariam as reprovações como se pretende, já que todos passariam ainda que alguns em curriculos inferiores. A sociedade real também é competitiva e não adianta fazer da escola uma utopia, já que todos teriam a mesma oportunidade de frequentar o curriculos mais avançados;
5º - Haver todos os anos exames nacionais para todos os alunos e disciplinas;
6º - Informaticamente, cada professor teria alunos associados na sua disciplina. Quando recebia os alunos estes teriam determinados resultados históricos nessas provas nacionais, ao fim de determinado período a avaliação do professor seria feita pela média da melhoria que os seus alunos fizeram na sua disciplinan nessas provas nacionais. Esta seria uma avaliação séria para todos - alunos e professores, sem esquemas e subjectividades e, simultaneamente, uma forma de incentivar o trabalho de todos.
Infelizmente, sei que nada disto poderá acontecer porque há muita gente com vários tipos de "ideais":
- Aqueles que são enfocados nos direitos e esquecem os deveres. Pretendem continuar nestas utopias uma vez que todo o tipo de mudança os assusta e pretendem continuar a alimentar as suas intelectualidades inrealizáveis;
- Os que estão confortáveis no "status quo" . Até alguns pais que, não o admitindo, consideram que a escola é para ensinar tudo e outros que a consideram apenas um armazém para lhe "aturar" os filhos;
- Alguns "bairristas" que não pretendem perder a escola do centro da sua localildade/bairro e esta passar para uma zona equidistante com outras;
- Grandes magnatas do País que pretendem a continuação da "má educação" para grande parte dos cidadãos continuarem "incultos submissos";
- Alguns políticos e homens de negócios, para promover as escolas privadas e as públicas serem, cada vez mais, para "armazém normalizador" da plebe. Assim o estado gasta menos e os privados podem "agarrar" o negócio do ensino;
- Os cidadãos críticos que, sabendo e reconhecendo isto tudo, também não fazem nada para mudar limitando-se a ser seguidistas do pensamento de "idolos mediáticos" ou a desistir por sentirem a sua incapacidade para provocar mudanças.
Quem não gostou, paciência, este é um blogue de pensamento pessoal com abertura total à crítica, confrontem estas ideias e, se possível, mudem a minha ideia com argumentos válidos, não sou de ideias fixas.