quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Os custos dos combustíveis


Quem analisa o mundo que o rodeia e tem a capacidade intelectual de analisar gráficos de linhas e, acima de tudo, não ter os olhos tapados com as tendências políticas em que acredita, não poderá ficar indiferente à leitura deste gráfico conhecido (várias fontes, ex. site da deco proteste).
Com efeito, é uma vergonha nacional a comunicação social tão célere a repetir que o déficit é uma desgraça e supostamente devida aos ordenados dos funcionários públicos, não diga nada a este respeito.
Se pensarmos no caso Mário Crespo e outros, temos que admitir que estamos perante uma ditadura da mentalização social. Pessoalmente, recuso-me a alinhar nessa "carneirada"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Orçamento ou "engana parvos"?


Ontem mesmo assistimos à apresentação do orçamento de estado 2010.
Andei uns dias a ouvir comentadores na televisão e rádios e a ler opiniões em jornais e revistas sobre o assunto. Mas agora comecei a tentar pensar pela minha cabeça e fiquei chateado, sim chatado mesmo!
Todos diziam e dizem que os funcionários públicos são a causa maior do déficit. Fui indagar e, no site do ministério das finanças, verifiquei que as despesas com os funcionários públicos no orçamento de 2009 foi de 11% do PIB. Se pensarmos que nestes 11% estão ordenados elevadíssimos de altos cargos (exemplo, 230 inúteis deputados que têm disciplina de voto e não servem para nada, mais os membro do governo e os tachos políticos em direcções e institutos que há por este País fora...), ficando só com aqueles que sendo funcionários públicos trabalham a troco de miseros patacos, arriscaria que não representam mais de 9% do PIB. Uma pessoa com um par de neurónios entenderá que não são o 9 ou 10% do PIB que provocam o nosso deficit. Essa é uma treta que funciona neste sistema de ditadura da consciência!!!
Um simples funcionário público ou trabalhador por conta de outrém que tenha um ordenado perto de 800/900 euros mensais é considerado rico. Com efeito, paga impostos pelo máximo, paga a escola dos filhos (no ensino superior público, paga propinas em cerca de 100 euros/mês por cada filho e, numa creche ou infantário, ainda paga mais), depois há pessoas que, tendo muito património e declarando o ordenado mínimo, não pagam nada e os seus filhos por vezes ainda recebem bolsas e subsídios.
Agora estes iluminados todos consideram que há que congelar os ordenados dos funcionários públicos e, consequentemente, todos os ordenados. O que vai acontecer é que alguns vão ficar com a parte de leão através de concessões e outros esquemas e o grande povão vai ter menos dinheiro no bolso e continuar a trabalhar para esta gente toda.
O desemprego é outro esquema de interesses. Todos sabemos que ele aparece devido à deslocalização da industria para os países BRIC, por isso a economia Chinesa cresce 10% ao ano e a europeia estagna. Não importa estarem a escravizar pessoas nessas paragens já que são os magnatas ocidentais a lucrar. Por cá, vemos que os desempregados mais os benificiários do rendimento mínimo já são mais que os funcionário públicos, mas não interessa modificar muito a sua condição porque eles assim estão "calminhos"e até vão dando uns votos a troco de uns miseros trocados e, assim, este "artistas" vão encontrando "bodes expiatórios". Entretanto temos uma legião de pinguins (cheios de frio e fome mas ainda batem palmas).
Tinhamos aqui "pano para mangas" sobre este tema. Como o texto começa a ficar longo e, depois, ninguém lhe liga, ficamos por aqui..... na esperança que haja comentários a desenvolver estas ideias parvas.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Avizinha-se nova liderança na oposição



Há uns dis atrás o Dr. Pedro Santana Lopes promoveu um recolha de assinaturas para a realização de um congresso extraordinário do PSD. Como não tinha acontecido uma situação destas antes, presume-se que os militantes estão com vontade de mudanças. Aparece então em força o Dr. Pedro Passos Coelho com a descarada promoção dos "media" desta candidatura.



Parece pois que os desejos estão todos concentrados nesta nova personagem, pois representa um homem relativamente jovem com ideias diferentes e essas supostas vantagens todas... acreditando na alternância e no desgaste do PS é assim possível que esteja encontrado o próximo primeiro ministro deste País.



No entanto, fico muito procupado. Este senhor, na sua última campanha, defendeu a privatização da CGD. Sabendo nós que o estado cada vez tem menos poder, pois não pode imprimir dinheiro, alterar taxas de juro, definir politicas cambiais, etc... passando este colosso chamado CGD para privados, como poderá intervir no mercado quando necessário?



Resumindo, se este homem chegar ao poder, parece-me que será um passo atrás no nosso, já débil, equilibrio económico. A não ser que a ideia seja mesmo criar um estado liberal e, nesse caso, reduzir o estado a quase nada... mas será essa a intenção? ou de levar mais previlégios a outros actores sociais? Vamos vendo...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Acordo na Educação




A avaliação de professores foi tema longo da nossa sociedade. Até dizem que foi esta "guerra" que custou a maioria absoluta ao PS. Tenho ouvido muitos debates e lido crónicas e ideias sobre este tema.

Pessoalmente, estranho tanta ignorância e estupidez que tenho ouvido, visto e lido a este respeito. Na passada segunda-feira, ouvi na rádio club um comentador, de nome Camilo Lourenço que é economista ou coisa parecida, a opinar sobre esta situação e, sinceramente, fiquei triste por meterem pessoas em órgãos de comunicação social a falar sobre o que não conhecem. Outro conhecido é, o oportunista mediático, Miguel Sousa Tavares na TVI que fala sobre o que não conhece.

Vamos ao conteúdo, toda a gente tem que ser avaliada no seu desempenho. No entanto, neste caso há que saber que o maior problema é o laxismo promovido por várias leis e estatutos que se prestam a criar na escola pública uma completa utopia social acreditando que se aprende sem esforço e que o problema são os professores. Não sendo inverdade que há professores pouco profisionais em que muitos deles foram absorvidos para a profissão numa explosão da escola de massas pós 25 de Abril.

As soluções, na minha perspectiva, passam por:

1º - Reduzir custos promovendo economias de escala. Não entendo como é que há varias escolas numa área física, até havendo duas escolas na mesma rua em algumas localidades. Bastava uma escola com todas as condições num raio de 30Km e uma rede transportes capaz. Não passa por fechar escolas isoladas em que os alunos estão a fazer 100km por dia por maus caminhos.
Haveira uma boa biblioteca, refeitório, computadores, oferta escolar ... com muito menos custos. Mas o mais fácil é dizer que os custos estão nos ordenados das pessoas e há pessoas a acreditar!;

2º- Criar um livro de ponto para os Encarregados de Educação assinarem , sempre que fossem à escola reunir com os professores dos seus filhos. Se acontecesse insucesso dos seus educandos, os encarregados de educação que não iam à escola deveriam ser alvo de um sistema de penalização;

3º - Os Encarregados de Educação cujos alunos tenham determinado número de faltas não jutificadas medicamente, pagariam uma multa de valor elevado para que a instituição fosse mais respeitada na sua actividade;

4º- Deveriam ser criados curriculos de diferentes níveis em que os alunos frequentariam de acordo com as suas competências e interesses. Assim, terminariam as reprovações como se pretende, já que todos passariam ainda que alguns em curriculos inferiores. A sociedade real também é competitiva e não adianta fazer da escola uma utopia, já que todos teriam a mesma oportunidade de frequentar o curriculos mais avançados;

5º - Haver todos os anos exames nacionais para todos os alunos e disciplinas;

6º - Informaticamente, cada professor teria alunos associados na sua disciplina. Quando recebia os alunos estes teriam determinados resultados históricos nessas provas nacionais, ao fim de determinado período a avaliação do professor seria feita pela média da melhoria que os seus alunos fizeram na sua disciplinan nessas provas nacionais. Esta seria uma avaliação séria para todos - alunos e professores, sem esquemas e subjectividades e, simultaneamente, uma forma de incentivar o trabalho de todos.
Infelizmente, sei que nada disto poderá acontecer porque há muita gente com vários tipos de "ideais":

- Aqueles que são enfocados nos direitos e esquecem os deveres. Pretendem continuar nestas utopias uma vez que todo o tipo de mudança os assusta e pretendem continuar a alimentar as suas intelectualidades inrealizáveis;

- Os que estão confortáveis no "status quo" . Até alguns pais que, não o admitindo, consideram que a escola é para ensinar tudo e outros que a consideram apenas um armazém para lhe "aturar" os filhos;

- Alguns "bairristas" que não pretendem perder a escola do centro da sua localildade/bairro e esta passar para uma zona equidistante com outras;

- Grandes magnatas do País que pretendem a continuação da "má educação" para grande parte dos cidadãos continuarem "incultos submissos";

- Alguns políticos e homens de negócios, para promover as escolas privadas e as públicas serem, cada vez mais, para "armazém normalizador" da plebe. Assim o estado gasta menos e os privados podem "agarrar" o negócio do ensino;

- Os cidadãos críticos que, sabendo e reconhecendo isto tudo, também não fazem nada para mudar limitando-se a ser seguidistas do pensamento de "idolos mediáticos" ou a desistir por sentirem a sua incapacidade para provocar mudanças.


Quem não gostou, paciência, este é um blogue de pensamento pessoal com abertura total à crítica, confrontem estas ideias e, se possível, mudem a minha ideia com argumentos válidos, não sou de ideias fixas.

sábado, 21 de novembro de 2009

A face oculta

A face é oculta?
... Complicado pensar sobre o tema..."the dark side of the moon".
Oculto é o cidadão anónimo que sobrevive no seu dia a dia....
Será novidade para alguém, minimamente pensante, que há uma antiga e permanente negociata nos bastidores para benefícios pessoais de grupos de interesses instalados com poder na sociedade? Ou até em qualquer outro país da chamada democracia ocidental??? Se alguém tiver dúvidas, não as consigo esclarecer neste pequeno texto mas sugiro a leitura do livro "a formação da mentalidade submissa" do jubilado catedrático Espanhol Vicente Romano publicado pela deriva editores.
Qualquer pessoa com número par de neurónios sabe que a chamada crise que se vive e o crescente desemprego se deve ao facto de haver economias emergentes como a India e a China a produzir mais barato que nós e, nesta economia livre, a produção nacional deixa de ser competitiva.
Para aqueles que acreditam no conceito da "mão invisível" considerando o mercado como um Deus maior que se controlará por si próprio, expliquem-me onde vamos chegar permitindo uma livre troca global de mercadorias em que alguns as produzem escravizando pessoas? vamos esperar que a mão invisível funcione (quando os chineses e indianos se revoltarem a pedir direitos) e houver 50% de desemprego nos países ocidentais? !
Podemos questionar-nos sobre a razão de não se proteger os nossos mercados destas situações. A razão é simples: há muitos interesses ligados a importações e a multinacionais que tiram partido da exploração humana e deste "status quo" como todos estes que vivem na face oculta... oculta pelos interesses instalados ... sim instalados na espuma da confusão e burocracias que criam a fortíssima obscuridade reinante na sociedade...

sábado, 17 de outubro de 2009

Legislativas 2009 e mais do mesmo

Um dia destes recebi um mail a dizer que deveria colocar mais dependentes na minha declaração de IRS, as título de relação lógica. Esses dependentes seriam vários, desde a PT, Galp, EDP, quem recebe o rendimento mínimo, etc...
Interessante a análise, sendo óbvia, não nos deixa alternativa. O que me custa é que se tenta criar a ideia que estamos numa economia de mercado. Que economia de mercado é esta! onde a energia, comunicações, combustíveis, etc.. estão em monopólio com condições de fácil cartelização!
A esquerda não me cria confiança quando diz que quer nacionalizar mais e, assim, fazer arrefecer a evolução económica e promover a inacção das pessoas, por outro lado a direita não me dá garantias de que promove a economia de mercado sem monopólios e saque aos mais desfavorecidos. O centrão com as regras obscuras e indefinidas muito menos. Então o que sobra?!
Verifiquei que muitas pessoas opinaram sobre gostarem deste ou daquele partido, ou de um líder ou outro. Uns que lhe "cheiram" a falsos, outros a padres, outros que são velhos, outros que têm o "disco riscado", de tudo um pouco. Nunca, quando questionei, alguém me disse que comparou os diferentes programas, pior, que tivesse analisado um programa no mínimo!
Então que democracia é esta?! ai ai ai , como o outro diz...
Triste conclusão, realmente começo a compreender a abstenção já que quem manda nisto tudo é o marketing político. As cigarras é que contam, as formigas não dão nas vistas e se tiverem razão ninguém lhes liga porque a sua "musica" não ancanta.
Estamos pois numa ditadura do "engana". As verdades, a serem ditas, ninguém as quer encarar. Dou um exemplo, a ideia da educação para todos é uma enorme treta já que o que se está a fomentar é uma verdadeira falta de responsabilização das pessoas tornando tudo fácil para se passar e, assim, o único local onde só estão os que querem trabalhar é na escola privada. Admira que estejam estas escolas no topo dos rankings? Não há a noção que basta um aluno irresponsável, numa turma, para estragar o trabalho dos restantes e ninguém lhe pode fazer nada porque a culpa é do professor ou da sociedade e ele tem direito de andar na escola. Quem tem dinheiro e gosta dos seus filhos e não tem a "sorte" do seu filho estar numa boa turma, só lhe resta o privado, aquele que não tem dinheiro só lhe resta mesmo a sorte do seu filho(a) ficar numa boa turma (coisa rara).
Agora vai haver a "guerra" ao défice. Já se está a ver que os impostos vão crescer, serviços com menor orçamento, etc... mas as aberrações de concelhos, freguesias, escolas... em cima umas das outras vai continuar sem se procurar uma economia de escala onde se podia poupar milhões e melhorar os serviços.
Infelizmente, julgo que pouco adianta apresentar ideias coerentes já que conta mais aquilo que "enche o olho" e que alimenta utopias que as verdades que alimentam menos o ego das pessoas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Nosso destino...

PORTUGAL, UM PAÍS ONDE:

- Se pagou a armadores para destruírem os barcos;
- Se paga aos agricultores para não produzirem;
- Se paga a pessoas para não trabalharem;
- Se constrói auto-estradas e pontes com fundos de impacto da EU e se mete os contribuintes a pagarem outra vez as obras;
- Se promove a ideia que se aprende sem esforço;
- Não se evidencia a importância de se consumir o que é produzido internamente…

ESTÁ A CRIAR UMA SOCIEDADE DE CINCO TIPOS:
1º- RICOS OPORTUNISTAS - na sua maioria são os que controlam a política e a economia através de complexas redes de interesses. Conseguem manter o seu poder e privilégios, em democracia, por via da manipulação das mentalidades dos menos dotados intelectualmente, através dos meios de comunicação;
2º- REMEDIADOS OPORTUNISTAS – São os obreiros dos anteriores. Aqueles que vivem na sombra. Podem-se comparar aos cães dos nobres do antigamente que apesar de não comerem à mesa com os donos estavam debaixo dela e apanhavam muitos restos à custa da sua submissão total;
3º- ESPOLIADOS – aqueles que realmente trabalham e produzem riqueza. Sustentam todos os outros via impostos e complexos esquemas de extorquir dinheiro engendrados pelos primeiros (impostos, juros, taxas, seguros, participações, multas…);
4º-DESILUDIDOS - aqueles que não aceitam a forma de viver que lhe impõem e se vergam à sua condição, desistindo dos paradigmas sociais. (sem abrigo, drogados…)
5º-PARASITAS – Aqueles vivem da criminalidade ou de esquemas de subsídios …

Se pensarmos bem, nenhum destes tipos é confortável e acabamos todos por ser vítimas de um sistema ao qual ajudamos a criar por várias formas. Mesmo os mais esclarecidos quando se vergam às convenções do paradigma social.