domingo, 24 de janeiro de 2010

Avizinha-se nova liderança na oposição



Há uns dis atrás o Dr. Pedro Santana Lopes promoveu um recolha de assinaturas para a realização de um congresso extraordinário do PSD. Como não tinha acontecido uma situação destas antes, presume-se que os militantes estão com vontade de mudanças. Aparece então em força o Dr. Pedro Passos Coelho com a descarada promoção dos "media" desta candidatura.



Parece pois que os desejos estão todos concentrados nesta nova personagem, pois representa um homem relativamente jovem com ideias diferentes e essas supostas vantagens todas... acreditando na alternância e no desgaste do PS é assim possível que esteja encontrado o próximo primeiro ministro deste País.



No entanto, fico muito procupado. Este senhor, na sua última campanha, defendeu a privatização da CGD. Sabendo nós que o estado cada vez tem menos poder, pois não pode imprimir dinheiro, alterar taxas de juro, definir politicas cambiais, etc... passando este colosso chamado CGD para privados, como poderá intervir no mercado quando necessário?



Resumindo, se este homem chegar ao poder, parece-me que será um passo atrás no nosso, já débil, equilibrio económico. A não ser que a ideia seja mesmo criar um estado liberal e, nesse caso, reduzir o estado a quase nada... mas será essa a intenção? ou de levar mais previlégios a outros actores sociais? Vamos vendo...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Acordo na Educação




A avaliação de professores foi tema longo da nossa sociedade. Até dizem que foi esta "guerra" que custou a maioria absoluta ao PS. Tenho ouvido muitos debates e lido crónicas e ideias sobre este tema.

Pessoalmente, estranho tanta ignorância e estupidez que tenho ouvido, visto e lido a este respeito. Na passada segunda-feira, ouvi na rádio club um comentador, de nome Camilo Lourenço que é economista ou coisa parecida, a opinar sobre esta situação e, sinceramente, fiquei triste por meterem pessoas em órgãos de comunicação social a falar sobre o que não conhecem. Outro conhecido é, o oportunista mediático, Miguel Sousa Tavares na TVI que fala sobre o que não conhece.

Vamos ao conteúdo, toda a gente tem que ser avaliada no seu desempenho. No entanto, neste caso há que saber que o maior problema é o laxismo promovido por várias leis e estatutos que se prestam a criar na escola pública uma completa utopia social acreditando que se aprende sem esforço e que o problema são os professores. Não sendo inverdade que há professores pouco profisionais em que muitos deles foram absorvidos para a profissão numa explosão da escola de massas pós 25 de Abril.

As soluções, na minha perspectiva, passam por:

1º - Reduzir custos promovendo economias de escala. Não entendo como é que há varias escolas numa área física, até havendo duas escolas na mesma rua em algumas localidades. Bastava uma escola com todas as condições num raio de 30Km e uma rede transportes capaz. Não passa por fechar escolas isoladas em que os alunos estão a fazer 100km por dia por maus caminhos.
Haveira uma boa biblioteca, refeitório, computadores, oferta escolar ... com muito menos custos. Mas o mais fácil é dizer que os custos estão nos ordenados das pessoas e há pessoas a acreditar!;

2º- Criar um livro de ponto para os Encarregados de Educação assinarem , sempre que fossem à escola reunir com os professores dos seus filhos. Se acontecesse insucesso dos seus educandos, os encarregados de educação que não iam à escola deveriam ser alvo de um sistema de penalização;

3º - Os Encarregados de Educação cujos alunos tenham determinado número de faltas não jutificadas medicamente, pagariam uma multa de valor elevado para que a instituição fosse mais respeitada na sua actividade;

4º- Deveriam ser criados curriculos de diferentes níveis em que os alunos frequentariam de acordo com as suas competências e interesses. Assim, terminariam as reprovações como se pretende, já que todos passariam ainda que alguns em curriculos inferiores. A sociedade real também é competitiva e não adianta fazer da escola uma utopia, já que todos teriam a mesma oportunidade de frequentar o curriculos mais avançados;

5º - Haver todos os anos exames nacionais para todos os alunos e disciplinas;

6º - Informaticamente, cada professor teria alunos associados na sua disciplina. Quando recebia os alunos estes teriam determinados resultados históricos nessas provas nacionais, ao fim de determinado período a avaliação do professor seria feita pela média da melhoria que os seus alunos fizeram na sua disciplinan nessas provas nacionais. Esta seria uma avaliação séria para todos - alunos e professores, sem esquemas e subjectividades e, simultaneamente, uma forma de incentivar o trabalho de todos.
Infelizmente, sei que nada disto poderá acontecer porque há muita gente com vários tipos de "ideais":

- Aqueles que são enfocados nos direitos e esquecem os deveres. Pretendem continuar nestas utopias uma vez que todo o tipo de mudança os assusta e pretendem continuar a alimentar as suas intelectualidades inrealizáveis;

- Os que estão confortáveis no "status quo" . Até alguns pais que, não o admitindo, consideram que a escola é para ensinar tudo e outros que a consideram apenas um armazém para lhe "aturar" os filhos;

- Alguns "bairristas" que não pretendem perder a escola do centro da sua localildade/bairro e esta passar para uma zona equidistante com outras;

- Grandes magnatas do País que pretendem a continuação da "má educação" para grande parte dos cidadãos continuarem "incultos submissos";

- Alguns políticos e homens de negócios, para promover as escolas privadas e as públicas serem, cada vez mais, para "armazém normalizador" da plebe. Assim o estado gasta menos e os privados podem "agarrar" o negócio do ensino;

- Os cidadãos críticos que, sabendo e reconhecendo isto tudo, também não fazem nada para mudar limitando-se a ser seguidistas do pensamento de "idolos mediáticos" ou a desistir por sentirem a sua incapacidade para provocar mudanças.


Quem não gostou, paciência, este é um blogue de pensamento pessoal com abertura total à crítica, confrontem estas ideias e, se possível, mudem a minha ideia com argumentos válidos, não sou de ideias fixas.

sábado, 21 de novembro de 2009

A face oculta

A face é oculta?
... Complicado pensar sobre o tema..."the dark side of the moon".
Oculto é o cidadão anónimo que sobrevive no seu dia a dia....
Será novidade para alguém, minimamente pensante, que há uma antiga e permanente negociata nos bastidores para benefícios pessoais de grupos de interesses instalados com poder na sociedade? Ou até em qualquer outro país da chamada democracia ocidental??? Se alguém tiver dúvidas, não as consigo esclarecer neste pequeno texto mas sugiro a leitura do livro "a formação da mentalidade submissa" do jubilado catedrático Espanhol Vicente Romano publicado pela deriva editores.
Qualquer pessoa com número par de neurónios sabe que a chamada crise que se vive e o crescente desemprego se deve ao facto de haver economias emergentes como a India e a China a produzir mais barato que nós e, nesta economia livre, a produção nacional deixa de ser competitiva.
Para aqueles que acreditam no conceito da "mão invisível" considerando o mercado como um Deus maior que se controlará por si próprio, expliquem-me onde vamos chegar permitindo uma livre troca global de mercadorias em que alguns as produzem escravizando pessoas? vamos esperar que a mão invisível funcione (quando os chineses e indianos se revoltarem a pedir direitos) e houver 50% de desemprego nos países ocidentais? !
Podemos questionar-nos sobre a razão de não se proteger os nossos mercados destas situações. A razão é simples: há muitos interesses ligados a importações e a multinacionais que tiram partido da exploração humana e deste "status quo" como todos estes que vivem na face oculta... oculta pelos interesses instalados ... sim instalados na espuma da confusão e burocracias que criam a fortíssima obscuridade reinante na sociedade...

sábado, 17 de outubro de 2009

Legislativas 2009 e mais do mesmo

Um dia destes recebi um mail a dizer que deveria colocar mais dependentes na minha declaração de IRS, as título de relação lógica. Esses dependentes seriam vários, desde a PT, Galp, EDP, quem recebe o rendimento mínimo, etc...
Interessante a análise, sendo óbvia, não nos deixa alternativa. O que me custa é que se tenta criar a ideia que estamos numa economia de mercado. Que economia de mercado é esta! onde a energia, comunicações, combustíveis, etc.. estão em monopólio com condições de fácil cartelização!
A esquerda não me cria confiança quando diz que quer nacionalizar mais e, assim, fazer arrefecer a evolução económica e promover a inacção das pessoas, por outro lado a direita não me dá garantias de que promove a economia de mercado sem monopólios e saque aos mais desfavorecidos. O centrão com as regras obscuras e indefinidas muito menos. Então o que sobra?!
Verifiquei que muitas pessoas opinaram sobre gostarem deste ou daquele partido, ou de um líder ou outro. Uns que lhe "cheiram" a falsos, outros a padres, outros que são velhos, outros que têm o "disco riscado", de tudo um pouco. Nunca, quando questionei, alguém me disse que comparou os diferentes programas, pior, que tivesse analisado um programa no mínimo!
Então que democracia é esta?! ai ai ai , como o outro diz...
Triste conclusão, realmente começo a compreender a abstenção já que quem manda nisto tudo é o marketing político. As cigarras é que contam, as formigas não dão nas vistas e se tiverem razão ninguém lhes liga porque a sua "musica" não ancanta.
Estamos pois numa ditadura do "engana". As verdades, a serem ditas, ninguém as quer encarar. Dou um exemplo, a ideia da educação para todos é uma enorme treta já que o que se está a fomentar é uma verdadeira falta de responsabilização das pessoas tornando tudo fácil para se passar e, assim, o único local onde só estão os que querem trabalhar é na escola privada. Admira que estejam estas escolas no topo dos rankings? Não há a noção que basta um aluno irresponsável, numa turma, para estragar o trabalho dos restantes e ninguém lhe pode fazer nada porque a culpa é do professor ou da sociedade e ele tem direito de andar na escola. Quem tem dinheiro e gosta dos seus filhos e não tem a "sorte" do seu filho estar numa boa turma, só lhe resta o privado, aquele que não tem dinheiro só lhe resta mesmo a sorte do seu filho(a) ficar numa boa turma (coisa rara).
Agora vai haver a "guerra" ao défice. Já se está a ver que os impostos vão crescer, serviços com menor orçamento, etc... mas as aberrações de concelhos, freguesias, escolas... em cima umas das outras vai continuar sem se procurar uma economia de escala onde se podia poupar milhões e melhorar os serviços.
Infelizmente, julgo que pouco adianta apresentar ideias coerentes já que conta mais aquilo que "enche o olho" e que alimenta utopias que as verdades que alimentam menos o ego das pessoas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Nosso destino...

PORTUGAL, UM PAÍS ONDE:

- Se pagou a armadores para destruírem os barcos;
- Se paga aos agricultores para não produzirem;
- Se paga a pessoas para não trabalharem;
- Se constrói auto-estradas e pontes com fundos de impacto da EU e se mete os contribuintes a pagarem outra vez as obras;
- Se promove a ideia que se aprende sem esforço;
- Não se evidencia a importância de se consumir o que é produzido internamente…

ESTÁ A CRIAR UMA SOCIEDADE DE CINCO TIPOS:
1º- RICOS OPORTUNISTAS - na sua maioria são os que controlam a política e a economia através de complexas redes de interesses. Conseguem manter o seu poder e privilégios, em democracia, por via da manipulação das mentalidades dos menos dotados intelectualmente, através dos meios de comunicação;
2º- REMEDIADOS OPORTUNISTAS – São os obreiros dos anteriores. Aqueles que vivem na sombra. Podem-se comparar aos cães dos nobres do antigamente que apesar de não comerem à mesa com os donos estavam debaixo dela e apanhavam muitos restos à custa da sua submissão total;
3º- ESPOLIADOS – aqueles que realmente trabalham e produzem riqueza. Sustentam todos os outros via impostos e complexos esquemas de extorquir dinheiro engendrados pelos primeiros (impostos, juros, taxas, seguros, participações, multas…);
4º-DESILUDIDOS - aqueles que não aceitam a forma de viver que lhe impõem e se vergam à sua condição, desistindo dos paradigmas sociais. (sem abrigo, drogados…)
5º-PARASITAS – Aqueles vivem da criminalidade ou de esquemas de subsídios …

Se pensarmos bem, nenhum destes tipos é confortável e acabamos todos por ser vítimas de um sistema ao qual ajudamos a criar por várias formas. Mesmo os mais esclarecidos quando se vergam às convenções do paradigma social.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Sociedade, desenvolvimento económico, interesses, lobbies, portugal futuro, impostos, desenvolvimento, pensar o país, emprego, alternativas económicas

Viva a verdade…. Estamos num fartar vilanagem. Acreditem…

Os meios produtivos são crescentemente mais eficientes dispensando a actividade humana, decorrente do desenvolvimento tecnológico. Como é possível que haja uma crescente miséria social, dificuldades económicas, aumentos de impostos, aumentos de bens de consumo, diminuição do poder real de compra, maior diferença entre ricos e pobres….?!
Os meios produtivos tornam-se mais eficientes numa escala maior em que aquele que, por via da dimensão, reduz mais os custos unitários é o que vai controlar o mercado. Esta situação faz com que as empresas com grande capacidade produtiva, utilizando menos recursos humanos, ou que os utilizam de uma forma precária vão superar outras.
Começa a haver uma globalização da precariedade. Mas a verdade é que a maioria dos consumidores não se preocupam ( fruto de uma forte insensibilidade e ignorância colectiva) com o facto de comprarem produtos fabricados no estrangeiro, pois cuidam primeiro do seu bolso e, talvez, até a ostentação de utilizar um bem importado, numa clara manifestação de uma afirmação efémera . Não admira pois que já hajam marcas portuguesas com nomes estrangeiros. Uma marca de automóveis que encerra a sua unidade de produção em Portugal merece que os portugueses continuem a comprar carros dessa marca ? Afinal há tantas no mercado. E isso acontece ! PORQUÊ?!
Neste momento há médias e grandes superfícies comerciais ( os famosos supermercados e hipermercados) , em plenas regiões agrárias (do interior) , a vender molhinhos de hortelã importada de Espanha. Fará isto muito sentido?! Por que abandonámos o mundo rural ?!
O facto é que neste mercado global há muitos a querer vender e poucos a poder comprar porque os canais privilegiados de distribuição em escala estão no domínio de monopólios privados e começa a ser ameaçadora a concentração da própria produção, com os inevitáveis prejuízos na escolha e opção de compra dos consumidores. Um destes dias só podemos comprar as marcas brancas com a consequente perda de cadeia de valor!
Todos nós podemos começar a fazer a diferença preferindo o que é nacional e que cria riqueza para o máximo dos nossos concidadãos ainda que tenhamos de comprar umas coisa num local e outras em outro, dadas as nossas limitações monetárias. O pequeno e médio comercio tradicional , as pequenas e medias empresas, foram e serão a base sustentada da nossa frágil e débil economia, como forma de poder e afirmação de toda uma região periférica como é a nossa, em contraponto com a grande imensidão do espaço europeu e mundial .


Estando a aumentar o desemprego, em especial entre os cidadãos mais jovens, como é possível estar a haver políticas de aumento da idade da reforma?!…
O envelhecimento da população e o natural acréscimo da esperança média de vida cria desequilíbrios. Mas quando pensamos no caso do desemprego dos jovens e das pessoas com mais de 45 anos, temos que fazer uma análise mais profunda. Tanto mais que, nas classes dirigentes (politicas e não só), os mais jovens não têm assento e os mais velhos só se pertencerem a determinadas organizações de interesses e corporativos, podem almejar os ditos lugares.
Tomamos como exemplo , o cargo de presidente da republica, os juízes dos supremos etc.. e, percebemos a incoerência desta situação. Quanto mais idade mais regalias. A sociedade deve ser comandada por pessoas com elevado sentido cívico e dotados de uma forte sensibilidade para compreenderem as expectativas e necessidades das populações.
Só se governa e comanda BEM quando as pessoas são o centro e o alvo das atenções, ou seja, As Pessoas no Centro das Decisões !

3- O nosso País recebeu milhões de fundos de coesão para construção de infra-estruturas (estradas, pontes…) e há necessidade de pagar portagens escandalosas concessionadas a privados??
Quanto a este ponto, não vale a pena muita discussão e dissecação do mesmo. Basta pensarmos que há políticos a saírem para estas empresas com concessões super vantajosas a sugar grande parte do nosso orçamento de estado e, portanto, à custa de todos nós, após terem intervido nas negociações das mesmas. Se houver dúvidas quanto a isto, basta olhar para o país vizinho em que se anda milhares de quilómetros de auto-estradas sem portagens ou com portagens insignificantes. Não receberam fundos de coesão na mesma proporção?!

4- O nosso País ter recebido milhões e mais milhões para modernizar sectores da economia (agricultura, industria….). Acabou por servir apenas para aumentar as contas bancárias e bens de luxo de alguns….
É claro e óbvio que num mercado globalizado, só é possível defender a nossa economia criando condições para as empresas nacionais funcionarem e criarem emprego. Para tal, não se deve dar subsídios para não produzir nem tão pouco à própria produção sob pena desta não ser de acordo com as necessidades do mercado mas sim por aquilo que dá mais subsídio. A solução é simples: subsidiar os factores de produção, por exemplo o adubo ter um preço subsidiado, só tira partido desse esforço financeiro quem o utiliza e, portanto, produz. Por que não se faz este tipo de política? É Simples: haveria grupos de actuais beneficiários que passavam a ter chatices com funcionamento de empresas agrícolas e, assim, é muito mais fácil receber os subsídios sem chatices ou preocupações.

5- Continua a haver um sistema de justiça de acção paulatina extrema, sem que ninguém altere a situação!
Esta é clara. Se a justiça fosse célere e eficaz muitos dos que “sugam” a sociedade actual deixavam de ter cobertura e a vilanagem ficava complicada. Assim está bom para os prevaricadores e para muitos que vivem da justiça, ou melhor, da aparente justiça.
A justiça tornou-se assim num privilegio dos endinheirados , impossibilitando uma igualdade factual entre os cidadãos. Sem justiça não há sociedade que aguente!

6- Continua a haver um sistema de ensino que não responde aos interesses da sociedade sem que os responsáveis tenham a lucidez de encontrar o caminho certo, limitando-se a criar tensões entre os intervenientes sem os ouvir!
Será que ainda ninguém percebeu que a escola tem que preparar as pessoas para a vida? A ser assim, na sociedade, os que mais trabalham mais premiados são e na escola facilita-se toda a gente. Será possível trabalhar com um grupo de alunos, numa perspectiva de escola de massas em que temos de meter tudo igual? Como ensinar numa turma de 28 alunos em que 3 estão contra a sua vontade, 4 não têm capacidade para aquele ritmo de trabalho, 5 estão capazes para um ritmo muito maior e até se desmotivam pela lentidão do processo dadas as suas capacidades e os outras 16 até vão aprendendo umas coisitas mas muitas das vezes menos que o normal porque há três a fazer “macacadas” e a complicar o processo. Mas o professor tem de dar resposta a todos e ao mesmo tempo! Será possível? Se os alunos fossem segregados por competências e interesses não seria muito mas mesmo muito mais eficaz? Parece que há o medo da segregação pelo poder económico, mas isso é o que está a acontecer na prática já que os alunos de famílias mais endinheiradas vão para os colégios particulares onde essas segregação é feita ou então vão para explicadores para terem um espaço de aprendizagem e a escola passa a ser um mero espaço lúdico e de passatempo para muitos.
E os pais e encarregados de educação ? Onde estão ? Que têm feito para alterar este paradigma?
É que a dita sociedade moderna , destruí os pilares da família, vendeu ilusões e agora colhemos as frustrações.


7- Não se consegue comprar um antibiótico sem receita médica e a compra de uma dose de droga até é possível comprar sem sair do carro!
A droga, que é causa de muitos crimes na nossa sociedade, só existe porque interessa promovê-la dada a sua elevada rendibilidade. Seria fácil resolver o problema: encarar o consumo de droga como uma doença e ser o estado a fornecê-la a quem não queira passar sem ela, como qualquer banal medicamento sujeito a receita médica, mas com taxas de impostos elevadíssimas e sem comparticipações. Assim já não haviam pessoas a promover o seu consumo e o mesmo, a existir, trazia riqueza para a sociedade via impostos em vez da criminalidade.

8- Há uma elevada despesa pública e a consequente necessidade de a reduzir. Será reduzindo o ordenado e outras benesses dos funcionários públicos que leva à resolução do problema?
Vejamos: se os funcionários públicos ganharem mais, injectam mais dinheiro no mercado e melhora a economia. Então onde podemos fazer os cortes? Deixemos à livre imaginação algumas destas simples ideias:
- Na administração do território há uma divisão de autarquias que não lembra a um simples mortal honesto – concelhos com menos de 5000 habitantes, alguns a distarem 7 ou 8 quilómetros entre si; enclaves de um concelho dentro de outro. Por exemplo, há dois concelhos no Algarve a distarem 3 km entre as suas sedes em que um tem um enorme enclave dentro do outro!!! Isto é muito repetido neste rectângulo. As estruturas são todas em duplicado!!! Custos!!!!! Justifica-se?!!!! Pior… muitas freguesias ainda no meio disto tudo com competências ambíguas e mais estruturas paralelas sem beneficiarem de uma economia de escala!!!! Falamos na possibilidade de poupar milhares de milhões de euros para prestar os mesmos serviços ou até melhor…. Cuidado!!!! E as clientelas políticas?!!!!... Basta pensarmos em Espanha que só tem um nível autárquico.
- Encerraram-se escolas no interior que tinham lá o professor primário que em muitos casos eram um apoio da comunidade local. Argumenta-se que é melhor para os alunos por estarem em escolas maiores e com mais condições ainda que percorram muitos quilómetros diários. É possível que se poupe algum dinheiro com esta economia de escala, mas continuar a haver cidades e vilas com várias escolas na sua zona urbana em que cada uma tem as suas estruturas (cantinas, serviços administrativos, bibliotecas, docentes de várias áreas, corpo não docente…), não se ganhariam milhões com a junção destas escolas numa única com todas as condições e maior capacidade de resposta, servida por uma boa rede de transportes nesse perímetro urbano, ainda que a mesma fosse construída na periferia do centro urbano?!!!!
- Vamos ao médico e receitam-nos uma caixa de medicamentos com tantos comprimidos que dá para duas pessoas. Por vezes, mesmo com a comparticipação do estado, pagamos várias dezenas de euros por umas simples gramas de um medicamento. Pagamos e o estado paga o dinheiro que bem entendem levar por cada grama de medicamento, por vezes a valores muito superiores ao ouro!? São milhares de milhão por ano!! Não seria possível poupar bastante?! E os interesses de tanta gente?!!!!!.....
- Diariamente deslocam-se vários milhares de camiões por essas estradas de Portugal transportando mercadorias a deteriorar as estradas, a complicar o trânsito, a consumir pneus, a consumir gasóleo (quase tudo importado com a consequente saída de divisas), a encarecer os produtos e, entretanto, temos uma linha de comboio electrificada de norte a sul do país em que uma única locomotiva conseguia fazer o trabalho de 20 ou 30 camiões cada vez!! Antigamente até os adubos e cereais tinham linhas férreas até à porta dos armazéns. Sabe-se que o transporte ferroviário é 90% mais barato que o rodoviário. Por que não se investe mais no transporte ferroviário?!!!!! Ainda dizem que não há grupos de interesses no negócio do petróleo a controlar a nosso economia, ou melhor, os nossos governantes?!!!!


Por último, não vale a pena acreditar em ideologias. A direita mais produtiva, é verdade, não olha a meios para atingir os seus fins com a consequente iniquidade social. A esquerda mais virada para os interesses da sociedade acaba por distribuir igualdade, é verdade, mas de miséria porque não consegue criar uma sociedade produtora de riqueza. Há ainda o suposto centro que acaba por ser uma mistura de tudo e criar o meio adequado à burocracia, jogos de interesses e é aquilo que temos vivido há muitos anos..
Haverá soluções?! É difícil.. uma coisa é certa, a democracia é o menos mau dos sistemas políticos e só será possível dar nova vida a esta democracia se for remodelado todo o sistema com a consequente chegada de “sangue novo” ao poder na disposição de fazer roturas com os interesses parasitas que estão instalados….

VAMOS ABRIR O OLHO! TEMOS QUE DENUNCIAR….

de um canto do Alentejo
Victor Silva
com a grande colaboração do amigo Leonídio Ferreira, das Beiras